Categoria: Processo

  • Desde a sua existência que o aCalopsia tem sofrido várias modificações a nível da sua apresentação gráfica.

    As mudanças de design do aCalopsia não se têm limitado a ser uma questão estética, é também uma questão a nível de apresentação e destaque dos artigos publicados, para além de funcionalidade que permitem o site ter. Algumas detalhes são pormenores pequenos, sem relevância a curto prazo, outros são relevantes a longo prazo, e alguns são fundamentais para uma apresentação mais apelativa e eficaz dos conteúdos.

    No final de Julho o aCalopsia passou a utilizar o tema Canard  da Atomattic, mas como esse tema estava a causar alguns problemas passou por dois dois temas provisórios até passar chegar ao Write da Themehaus, o qual se arrisca a ser o tema definitivo após sofrer algumas modificações.

    O Write é um tema simples, eficaz, e que se enquadra dentro do meu gosto estético e no aspecto gráfico que pretendo para o site, também possui um bom número de funcionalidades e flexibilidade, para um tema gratuito. Actualmente a versão que está a ser usado no aCalopsia é um tema-filho, no qual estou a trabalhar e que ainda está longe de estar concluído. Apesar de ainda existir muito trabalho para efectuar, não é provável que já não exista uma mudança radical no aspecto do aCalopsia.

    O site está a estabilizar nas sua rubricas e funcionalidades, de acordo com aquelas que são as necessidade e possibilidades do aCalopsia, enquanto projecto de divulgação.

    A nível gráfico: apresentação dos textos e “livro de estilo” do aCalopsia, não deverão existir grandes modificações. A maioria das modificações que irá sofrer é sobretudo a nível de pormenores.

    Actualmente estou é divido entre o Write e o Independent Publisher, o qual também é tem bastante qualidade, e é versátil como fica visível no Descubra o Mundo, apesar de aí terem assassinado um pouco o tema.

    O meu grande problema, neste momento é mesmo a minha falta de conhecimentos de PHP e CSS, o principal motivo porque andava a evitar desenvolver mesmo um tema para o site. Para disso, existe um problema de falta de tempo. Tendo conta estes factos, se alguém que possua esses conhecimentos (de PHP e CSS) quiser colaborar no desenvolvimento do tema final do aCalopsia, é só avisar!

    Eu agradeço a ajuda que for possível.

  • As cinco fases do luto aplicam-se ao luto real de quando falece alguém do mesmo modo que se aplicam ao luto emocional de quando uma relação que termina.

    No caso em particular da história “As 5 fases do luto”  o tema é mesmo a reacção a uma separação dolorosa, a génese da história é uma simples ilustração que resumia essas fases de um modo simples e eficaz. Na altura em que me cruzei com a ilustração estava a passar por uma dessas fases de luto, tendo o tema sido motivo de conversa com uma amiga, razão pela qual fazer uma versão minhas dessa fases foi um boa maneira de exorcizar sentimentos que sentia.

    Apesar de conter aspectos auto-biográficos existem outros que são pura ficção. Não me agrada fazer histórias claramente auto-biográficas porque ao falar da minha vida estou também a falar de outras pessoas que podem preferir manter em privado a sua vida. A mim também não me agrada expor demasiado a minha, pretendo sobretudo explorar os sentimentos vividos, ao transformar eventos reais em ficção é uma forma de terapia que permite falar de sentimentos que todos sentimos sem entrar em detalhes de uma situação vivida.

    A ideia era fazer simplesmente uns cartoons mas acabou por se tornar numa em algo mais sequencial, banda desenhada em vez de ilustração pura com pequenos textos, como era a ideia original.

    O Derradé foi a escolha inicial para desenhista, já o conheço à bastante tempo e tem sido uma presença regular nos fanzines que edito. Como ele se dedica ao humor e eu tenho um apetência pelo drama e acção nunca apareceu uma história em que fosse possível colaborar-mos. “As 5 fases do luto” era uma boa maneira de o ter a colaborar no MiniZine, não equacionei publicar algo escrito e desenhado por ele, porque a ideia do Minizine é mesmo publicar as minhas histórias, podem ser ilustradas por outras mas guião é meu, afinal tenho guiões suficientes para para vários Minizines. Isto é, se eu pretendesse re-formatar as histórias para o formato A6.

    Apesar de não me sentir muito confortável a escrever humor, as “5 fases” são mais trágicomédia do que comédia pura, assim como todas a relações que não resultam, e a colaboração com o Derradé acabou por não resultar apesar dele ter feito uns cartoons porreiros.

  • No primeiro número do MiniZine a história “As Grilhetas Invisíveis” é aquela que saí um pouco do registo auto-biográfico e de drama humano para entrar pelo caminho do fantástico, originalmente era para incluir também uma história de ficção científica ou acção, só que os artistas foram escolhendo as histórias mais pessoais pelo que essas histórias só irão surgir no segundo número do MiniZine.

    Apesar de ter um predileção pela Ficção Científica e pelo fantástico encontrar artistas que partilhem esse interesse por aqui tem sido complicado.

    A única história que publiquei na outra vida e que saía um pouco do registo de drama quotidiano foi o “Aconteceu” (ilustrado pelo Phermad), que era um policial. A única história de fantasia (More Than Dreams) foi ilustrada por um norte americano, para um projecto nos EUA que acabou por não acontecer tendo sido depois publicada na defunta Nextcomics. Nunca a cheguei a traduzir para publicar em português.

    Cheguei a ter outras histórias dentro das temáticas da ficção científica e do fantástico, mas se já é difícil encontrar um desenhistas que esteja disponível para ilustrar um álbum, encontrar um para realizar BD’s dentro daquelas duas temáticas é ainda mais complicado.

    Tenho um gosto bastante eclético, gosto de material mais pessoal e intimista, do mesmo modo que gosto de material mais “comercial”, simples entretenimento. Pretendia mostrar esses dois lados no primeiro MiniZine, mas acabou por não ser possível. Eu podia ter ilustrado as histórias elas mereciam uma arte melhor do que aquela que eu posso providenciar, o que me levou a traduzir os guiões para inglês para procurar um desenhista no exterior. Acabei por encontrar e se tudo correr bem o segundo será muito mais “comercial” e fantástico.

  • Por vezes sou demasiado crítico e posso pecar por um excesso de perfeccionismo, algo que pode ser contraproducente. Por um lado faz com que acabe por demorar demasiado tempo a concluir alguns projectos por preocupações que para outros julgam desnecessárias, depois existe o risco de afugentar os colaboradores, mas é um risco que por vezes vale a pena correr. “Um dia” é uma história que acaba por reflectir o meu sentido crítico e o meu pior pesadelo – assim com de qualquer argumentista – um desenhista que faz alterações sem aviso prévio ou qualquer consulta.

    “Um Dia” a versão inicial e versão final.

    A Daniela Viçoso efectuou pequenas alterações na planificação das pranchas, a principal alteração foi ter optado por colocar o texto fora das vinhetas, isso resultou bem com excepção da prancha 3, que é também aquela prancha que sofreu mais alterações relativamente ao modo como eu tinha concebido a sequência. O texto estava planeado para ser colocado numa prancha com outra disposição das vinhetas, e colocado no topo ficava um bocado inestético, a prancha ficava desequilibrada com o texto contando logo o que se passava nas vinhetas subsequentes.

    Ao colocar o texto entre as vinhetas a prancha ficou mais equilibrada e manteve o mesmo ritmo narrativo das pranchas anteriores.

    A primeira frase ter desparecido foi uma das opções unilaterais da Daniela, que resultam e, com as quais não me importei minimamente.

    O contraste dos cinzentos foi alterado devido a uma preocupação técnica e não por uma questão de estética. Contudo acabou por ter um agradável efeito visual.  Devido ao tons de cinzento serem muito escuros, temia que quando a história fosse impressa eles poderiam transformar-se em manchas de preto cobrindo o traço. É que a impressão não seria feita de um modo que pudesse assegurar a fidelidade das pequenas variações de tonalidade.

    Eduarda, e outros álbuns, de Miguel Rocha não reflectiam a qualidade do trabalho gráfico das pranchas originais, devido às variações dos tons de cinzento terem virado simples manchas uniformes quando impressos. Quem viu os originais do Miguel Rocha expostos pôde verificar como o trabalho dele sofreu com a impressão. Não podendo ter uma impressão que assegure uma fiel reprodução das tonalidades da pintura (manual ou digital) o melhor é utilizar tramas, mas isso já era estar  a pedir um bocadinho demais, uma vez que implicava um trabalho adicional, alterando também o resultado final a nível do ambiente criado e originalmente pensado.

    Na versão impressa de “Um Dia” os tons de cinzento acabaram por ficar quase com a mesma tonalidade que estava originalmente pensada.

    Estas pequenas afinações, que esta e outras histórias sofreram, podem ser consideradas desnecessárias para algo que é feito para um fanzine, mas eu gosto de encarar o trabalho que faço com o máximo de profissionalismo possível, mesmo que seja em algo feito por prazer para um pequeno fanzine.

  • “As Grilhetas Invisiveis” começou como uma série de ideias para ilustrações como pedaços de textos que possuíam uma ligação, acabei por escrever um guião para uma história, apesar de não ser algo muito sequencial. Foi o Pedro Miranda acabou por transformar “As Grilhetas” numa história de BD em vez de um conjunto de ilustrações soltas.

    Como vi os layouts antes da arte estar terminada acabei por fazer umas pequenas alterações à história acrescentando umas sequências que não estavam originalmente planeadas mas tornaram a história mais fluida. Acabou por ficar melhor do que eu estava à espera.  Ver layouts em vez de receber as pranchas finalizadas tem essas vantagens, não sou obrigado a ter de aceitar alterações à história que o desenhista resolve fazer unilateralmente, e, permite fazer alterações que julgamos serem benéficas para tornar o trabalho mais coeso.

    Quando não existe uma colaboração regular, comunicar e trocar ideias é sempre benéfico, para se transmitir a mensagem da melhor maneira possível de modo a que ambos os autores ficarem satisfeitos com o resultado final.

  • “Um dia” foi das poucas histórias que escrevi em que efectuei alterações significativas no guião devido a uma critíca. Antes de entregar o guião à Daniela Viçoso, o José Lopes leu o guião e para variar um pouco fez uma critica à maneira como a história estava contada e não à história que era contada.

    A maioria das vezes em que as pessoas fazem criticas a uma história, em particular quando esta não está concluída o que criticam é a história que se conta e não a maneira como está contada. A estrutura narrativa, a construção da personagens e o modo como a mensagem é transmitida. É usual criticarem a mensagem, tentando que ela seja aquilo que gostavam de transmitir.

    Eu pessoalmente estou interessado é em saber como posso melhorar o modo como transmito a mensagem, como conto a história. Porque se eu quisesse transmitir outra mensagem teria escrito outra história e não aquela sobre a qual peço opinião.