Etiqueta: Sanktio Comix

  • Encerrei outros espaços que existiam dispersos pela internet e adicionei algo desse conteúdo a este site, o queal vai passar a ter um conteúdo mais abrangente, deixando de ser só um blogue da chancela editorial Sanktio Comix e passando a ser um blogue mais pessoal com pessoal com comentários fora do âmbito da BD.

    A minha ideia original para este espaço era ele servir de site para uma chancela editorial, apresentando os trabalhos que foram desenvolvidos e os que estavam em curso a a nível de BD. Contudo como surgiu o aCalopsia, os projectos criativos foram ficando de lado, uma vez que tentar montar um site informativo tornou-se num trabalho exaustivo que deixou pouco tempo para outras coisas, em particular por ser um projecto não remunerado.

    Voltar atrás e rever quais os posts que tinha feito num blogue pessoal acabou por servir para revisitar o passado. Contudo a maioria dessa informação já era completamente inútil e não se justificava ter existência autónoma, em particular por na maioria dos casos serem links notícias que já desapareceram da net.

    Fica assim encerrado mais um capítulo do passado, é mais um para a colecção de cadáveres digitais, sendo que alguns dos defuntos até foram usurpados, como é o caso do primeiro blogue que criei, no longínquo ano de 2003, o Albatroz

    É um daqueles pormenores curiosos, mas um pouco irrelevantes. O passado pertence ao passado, e agora estou é a configurar o presente para construir o futuro.

  • Quase um mês depois do número dois do Minizine a maioria das reacções foram muito positivas. Mais de 5.000 impressões em um mês é um número simpático, em grande parte devido aos divulgadores que optaram por disponibilizar o ficheiro nos seus sites/blogs. Só não compreendo bem porque motivo é que o 2º país em que o Minizine tem mais leitores é a Colombia…

    Um pequeno apanhado de algumas coisas que já se disseram sobre o Minizine:

    Sem ser perfeito, este MiniZine é surpreendente e demonstra uma evolução progressiva em termos narrativos e gráficos. É de elogiar a qualidade e a iniciativa, permitindo partilhar com públicos um jovem fervilhar criativo que enriquece o espaço cultural.

    – Artur Coelho in Intergalatic Robot

    Este segundo Minizine, que dá um salto qualitativo em relacção ao primeiro.”

    – André Azevedo in BD no Sotão

    No geral o projecto tem pernas para andar e esperamos sinceramente que passem do mítico terceiro número pois é gente que tem ideias interessantes e estão acima de tudo a dar espaço ao que querem criar.

    in Sketchbook Portugal

    “As propostas de leitura são interessantes e merecem a nossa atenção.”

    Nuno Neves in Notas Bedéfilas

    E para terminar alguns dos comentários efectuados no Leituras de BD

    “Dei uma olhada, ótimo trabalho!”

    Guy Santos

    “Caramba, estou impressionado com a qualidade! Não sou elitista nem nada, mas apesar de muito bem conservado, sou do tempo de que “zines” era sinônimo de algo amador, definitivamente esse não é o caso aqui.”

    Venerável Victor

    É muito bom ver trabalhos digitais de altíssimo nível e, principalmente, merecendo a devida divulgação. Ao mesmo tempo que a web é o espaço livre para trabalhos digitais, a espessura desta nuvem muitas vezes atrapalha a visão do que realmente interessa.

    Alex D’Ates

    Trabalhos assim sempre merecem destaque, parabéns pela matéria meu amigo.

    João Roberto da Costa

    “É sempre bom as pessoas irem mexendo, fazendo e publicando! É a única maneira de evoluir!”

    Nuno Amado

    As críticas ao trabalho que se realiza são sempre bem vindas nesta casa, sejam as críticas positivas ou negativas desde que sejam construtivas.  Agora devo confessar que mais do que um crítica muito bem escrita por um crítico, aquilo que me dá mais gosto ler é um um simples comentário positivo de um leitor que gosta daquilo que faço.

  • Era inevitável, o bichinho estava cá dentro e precisava de sair. Depois de um exílio auto imposto, de algumas falsas partidas, alguns projectos começam a tomar forma sob o nome de Sanktio. Uma proto-editora que até se poderia de chamar de pseudo. Mais do que uma editora é um selo para abrigar diferentes projectos, uma maneira de os ir desenvolvendo explorando diferentes formatos e formas de publicação.

    Estive afastado anos, mas parece que ainda ontem parti. A feira das vaidades prossegue alegremente por entre o descalabro total. Os autores são mais que os leitores. Existem editores, álbuns, revistas e quejandos. Uns professam orgulhosamente ser alternativos quando não existe mainstream, outros declaram-se comerciais, quando não vendem mais que umas centenas de exemplares (se tiverem sorte). As mudanças que se verificam, foi para pior, mas nada que não fosse expectável. O que desapareceu não surpreende e o que ficou ainda menos.

    É um mundo de profissionais que quando saem do guetho da banda desenhada. regressando ao mundo real, lamentam-se do triste circo em que participam.

    A consciência da realidade não me tolhe os movimentos contudo não tenho paciência para participar em bailes de máscaras, um jogo de ilusões com impressão digital e carimbadas com ISBN.

    Estou mais interessado em explorar formatos, modos de publicação e divulgação, que permitam aos projectos crescer do que a cavar um cantinho de onde possa professar que sou o maior do mundo.

    A Sanktio não tem a pretensão a ser mais do que aquilo que é. Uma forma de ir contando histórias. Começando por uns simples fanzines, em breve.