Autor: editor

  • Os projectos criativos tem estado um pouco parados devido a umas situações pessoais, e devido ao trabalho que tenho estado a desenvolver no  aCalopsia.

    O aCalopsia, mudou-se do Blogspot para domínio próprio passando a utilizar o WordPress com CMS, em principio. Até ao final do mês a actividade do aCalopsia deve normalizar.

    Entretanto podem actualizar os marcadores para www.acalopsia.pt

  • As capas de “Love Fights”, de Andi Watson, pautam-se todas por um minimalismo que demonstra que por vezes menos é mesmo mais.

    (mais…)
  • aCalopsia surgiu da necessidade de falar sobre BD sem desviar este blogue daquilo que é fundamental: os projectos Sanktio, ou se preferirem os meus projectos. Existem apontamentos sobre a BD nacional que gosto de fazer, assim como existem modos de publicação alternativos que me interessam e sobre os quais me apetece falar ou guardar apontamentos para consulta futura.

    The Private Eye de Brian K. Vaughan e Marcos Martin é um daqueles projectos que me despertam a atenção devido à qualidade do projecto em si e por explorarem novos métodos de publicação que fogem da normas estabelecidas e podem ser uma alternativa para um mercado limitado como é o português. Contudo como os projectos que ando a desenvolver podem demorar um pouco a serem concretizados se fosse a escrever sobre outros temas neste blogue em breve as informações sobre os projectos Sanktio seriam submergidos por informações sobre projectos alheios, nacionais ou estrangeiros. Como o motivo principal deste blogue é permitir que tem tem curiosidade sobre os projectos da Sanktio possa encontrar essa informação facilmente surgiu a aCalopsia, que marca o meu regresso à vida de Blogger e divulgador depois de já ter feito esse trabalho para o Bizarro, outros sites e Mondo Bizarre entre outras publicações.

  • As cinco fases do luto aplicam-se ao luto real de quando falece alguém do mesmo modo que se aplicam ao luto emocional de quando uma relação que termina.

    No caso em particular da história “As 5 fases do luto”  o tema é mesmo a reacção a uma separação dolorosa, a génese da história é uma simples ilustração que resumia essas fases de um modo simples e eficaz. Na altura em que me cruzei com a ilustração estava a passar por uma dessas fases de luto, tendo o tema sido motivo de conversa com uma amiga, razão pela qual fazer uma versão minhas dessa fases foi um boa maneira de exorcizar sentimentos que sentia.

    Apesar de conter aspectos auto-biográficos existem outros que são pura ficção. Não me agrada fazer histórias claramente auto-biográficas porque ao falar da minha vida estou também a falar de outras pessoas que podem preferir manter em privado a sua vida. A mim também não me agrada expor demasiado a minha, pretendo sobretudo explorar os sentimentos vividos, ao transformar eventos reais em ficção é uma forma de terapia que permite falar de sentimentos que todos sentimos sem entrar em detalhes de uma situação vivida.

    A ideia era fazer simplesmente uns cartoons mas acabou por se tornar numa em algo mais sequencial, banda desenhada em vez de ilustração pura com pequenos textos, como era a ideia original.

    O Derradé foi a escolha inicial para desenhista, já o conheço à bastante tempo e tem sido uma presença regular nos fanzines que edito. Como ele se dedica ao humor e eu tenho um apetência pelo drama e acção nunca apareceu uma história em que fosse possível colaborar-mos. “As 5 fases do luto” era uma boa maneira de o ter a colaborar no MiniZine, não equacionei publicar algo escrito e desenhado por ele, porque a ideia do Minizine é mesmo publicar as minhas histórias, podem ser ilustradas por outras mas guião é meu, afinal tenho guiões suficientes para para vários Minizines. Isto é, se eu pretendesse re-formatar as histórias para o formato A6.

    Apesar de não me sentir muito confortável a escrever humor, as “5 fases” são mais trágicomédia do que comédia pura, assim como todas a relações que não resultam, e a colaboração com o Derradé acabou por não resultar apesar dele ter feito uns cartoons porreiros.

  • O número 3 do MiniZine está ligeiramente atrasado, o guião já se encontra escrito falta agora o desenhista ilustrar a história.

    Existe um projecto de álbum que se encontra na mesma situação, falta o desenhista começar a ilustrar o guião. Entretanto existem um projecto de webcomic para o qual deveria começar a procurar desenhista mas está para o parado. Falta eu ganhar coragem para mais umas negas e para o tormento da espera para saber se o projecto avança depois de um desenhista o aceitar.

    Existem mais umas coisas que estão meio começadas mas que preciso de terminar de escrever os guiões. O mais natural é que ainda volte a desenhar qualquer coisas, no meio deste ladainha da espera, existe a novidade de eu estar atrasado na entrega de um guião feito a pedido de um desenhista.

    Ocasionalmente também convém mudar um pouco a história.

    Em breve espero ter mais novidades.

  • Existem pessoas que não gostam da palavra fanzine e qualquer avaliação que fazem do conteúdo começa pelo facto de a publicação se assumir como fanzine ou revista, como se esse facto tivesse alguma relevância em Portugal, onde as revistas de BD que publicam autores nacionais são inexistentes. Um fanzine é uma forma de publicar, fora de um circuito supostamente comercial, não é um “género”, uma publicação não é boa ou má só por ser um fanzine. Eu percebo que para alguns um fanzine seja automaticamente conotado com uma determinada corrente de arte abjecta que tornou preponderante, neste género de publicações. Contudo um fanzine tanto pode com histórias autobiográficas ou com histórias de super-heróis, é uma maneira de publicar material não é um género.

    Os fanzines costumam ser conotados com jovens amadores em principio de carreira, mas em países com um mercado fraco ou inexistente como Portugal, também foram sempre uma maneira de os autores mais “maduros” e com qualidade “profissional” publicarem e desenvolverem o seu trabalho.

    Amador: adj. s. m. O que, por, por gosto e não por profissão, exerce qualquer ofício ou arte.

    O amadorismo dos fanzines não é devido à qualidade dos seus colaboradores mas derivado ao facto de não serem publicação que remunerem os seus colaboradores, sendo sobretudo algo feito por “amor à camisola” e não por objectivos financeiros, a grande diferença em relação a uma publicação comercial cujo principal objectivo é o lucro, e cuja existência está dependente do facto de ser financeiramente viável. Em Portugal os termos fanzine e revista passaram a ser utilizadas conforme a orientação ideológica dos autores, uns proclamam que fazem revistas para se fazerem e profissionais e comerciais, outros assumem-se como fanzines para serem independentes e alternativos. Depois temos o cumulo de ter revistas com 100 exemplares de tiragem e fanzines com tiragens de 300 e 500 exemplares. No fundo são exactamente o mesmo.
    Tenho pouca paciência para quem se gosta de se promover como comercial quando é amador no pior sentido da palavra, mas tenho ainda menos paciência para fanzines publicados por burocratas que são muito bons a sacar apoios camarários e estatais, mas péssimo a fazer algo que tenha qualidade e seja capaz e interessar ao leitores. Mete-me impressão fanzines publicados por uma editora e apoiados por uma associação, a utilização de uma palavra simplesmente para se sentirem mais alternativos, contestatários, anti-sistema quando só existem devido ao sistema.

    Profissional: adj. 2 g. Pessoa que faz uma coisa por ofício.

    Que eu que tenha conhecimento não existem revistas de BD de autores portugueses, que tenham uma periodicidade e remunerem os seus colaboradores. A BD em Portugal, em particular aquela que é feito por autores nacionais é em 90% dos casos amadora, existindo devido a pequenas editoras ou associações cujas publicações quer se assumam como álbuns, revistas ou fanzines (no geral) possuem a mesma qualidade em termos de conteúdo e impressão. Existe quem queira resolver estas contradições das revistas e fanzines designando as publicações de antologias, esquecendo-se do facto que isso não as torna em algo diferente daquilo que são: publicações amadoras de tiragens limitadas. É uma maneira de tapar o sol com a peneira e ser-se mais “profissional” sem que os autores/colaboradores vejam o seu trabalho remunerado com essa mudança de nomenclatura.

    Existe é um facto que é inegável, estas “antologias” modernas, sejam vendidas como fanzines ou revistas, não possuem qualquer tipo de pretensão a serem projectos com uma periodicidade e regularidade que permita um desenvolvimento dos autores e publico que venha a permitir aos autores terem um local onde publicar e serem remunerados, seja a curto, médio ou longo prazo.

    Profissão: s.f. Ofício; emprego; ocupação; mister.

    Torna-se um bocado patético que no meio de tanta associação, editora e pseudo-editora alternativa, não existem eventos onde os pequenos editores se cruzem porque uns são alternativos e outros comerciais, mesmo quando alguns até são membros das mesmas associações e as publicações possuem as mesmas tiragens e têm lucros semelhantes.

    Não sou apologista dos fanzines nem do amadorismo, agora não gosto de hipocrisias e da tradição portuguesa em que é mais importante parecer do que ser.

  • Quase um mês depois do número dois do Minizine a maioria das reacções foram muito positivas. Mais de 5.000 impressões em um mês é um número simpático, em grande parte devido aos divulgadores que optaram por disponibilizar o ficheiro nos seus sites/blogs. Só não compreendo bem porque motivo é que o 2º país em que o Minizine tem mais leitores é a Colombia…

    Um pequeno apanhado de algumas coisas que já se disseram sobre o Minizine:

    Sem ser perfeito, este MiniZine é surpreendente e demonstra uma evolução progressiva em termos narrativos e gráficos. É de elogiar a qualidade e a iniciativa, permitindo partilhar com públicos um jovem fervilhar criativo que enriquece o espaço cultural.

    – Artur Coelho in Intergalatic Robot

    Este segundo Minizine, que dá um salto qualitativo em relacção ao primeiro.”

    – André Azevedo in BD no Sotão

    No geral o projecto tem pernas para andar e esperamos sinceramente que passem do mítico terceiro número pois é gente que tem ideias interessantes e estão acima de tudo a dar espaço ao que querem criar.

    in Sketchbook Portugal

    “As propostas de leitura são interessantes e merecem a nossa atenção.”

    Nuno Neves in Notas Bedéfilas

    E para terminar alguns dos comentários efectuados no Leituras de BD

    “Dei uma olhada, ótimo trabalho!”

    Guy Santos

    “Caramba, estou impressionado com a qualidade! Não sou elitista nem nada, mas apesar de muito bem conservado, sou do tempo de que “zines” era sinônimo de algo amador, definitivamente esse não é o caso aqui.”

    Venerável Victor

    É muito bom ver trabalhos digitais de altíssimo nível e, principalmente, merecendo a devida divulgação. Ao mesmo tempo que a web é o espaço livre para trabalhos digitais, a espessura desta nuvem muitas vezes atrapalha a visão do que realmente interessa.

    Alex D’Ates

    Trabalhos assim sempre merecem destaque, parabéns pela matéria meu amigo.

    João Roberto da Costa

    “É sempre bom as pessoas irem mexendo, fazendo e publicando! É a única maneira de evoluir!”

    Nuno Amado

    As críticas ao trabalho que se realiza são sempre bem vindas nesta casa, sejam as críticas positivas ou negativas desde que sejam construtivas.  Agora devo confessar que mais do que um crítica muito bem escrita por um crítico, aquilo que me dá mais gosto ler é um um simples comentário positivo de um leitor que gosta daquilo que faço.