Etiqueta: Minizine

  • As cinco fases do luto aplicam-se ao luto real de quando falece alguém do mesmo modo que se aplicam ao luto emocional de quando uma relação que termina.

    No caso em particular da história “As 5 fases do luto”  o tema é mesmo a reacção a uma separação dolorosa, a génese da história é uma simples ilustração que resumia essas fases de um modo simples e eficaz. Na altura em que me cruzei com a ilustração estava a passar por uma dessas fases de luto, tendo o tema sido motivo de conversa com uma amiga, razão pela qual fazer uma versão minhas dessa fases foi um boa maneira de exorcizar sentimentos que sentia.

    Apesar de conter aspectos auto-biográficos existem outros que são pura ficção. Não me agrada fazer histórias claramente auto-biográficas porque ao falar da minha vida estou também a falar de outras pessoas que podem preferir manter em privado a sua vida. A mim também não me agrada expor demasiado a minha, pretendo sobretudo explorar os sentimentos vividos, ao transformar eventos reais em ficção é uma forma de terapia que permite falar de sentimentos que todos sentimos sem entrar em detalhes de uma situação vivida.

    A ideia era fazer simplesmente uns cartoons mas acabou por se tornar numa em algo mais sequencial, banda desenhada em vez de ilustração pura com pequenos textos, como era a ideia original.

    O Derradé foi a escolha inicial para desenhista, já o conheço à bastante tempo e tem sido uma presença regular nos fanzines que edito. Como ele se dedica ao humor e eu tenho um apetência pelo drama e acção nunca apareceu uma história em que fosse possível colaborar-mos. “As 5 fases do luto” era uma boa maneira de o ter a colaborar no MiniZine, não equacionei publicar algo escrito e desenhado por ele, porque a ideia do Minizine é mesmo publicar as minhas histórias, podem ser ilustradas por outras mas guião é meu, afinal tenho guiões suficientes para para vários Minizines. Isto é, se eu pretendesse re-formatar as histórias para o formato A6.

    Apesar de não me sentir muito confortável a escrever humor, as “5 fases” são mais trágicomédia do que comédia pura, assim como todas a relações que não resultam, e a colaboração com o Derradé acabou por não resultar apesar dele ter feito uns cartoons porreiros.

  • Quase um mês depois do número dois do Minizine a maioria das reacções foram muito positivas. Mais de 5.000 impressões em um mês é um número simpático, em grande parte devido aos divulgadores que optaram por disponibilizar o ficheiro nos seus sites/blogs. Só não compreendo bem porque motivo é que o 2º país em que o Minizine tem mais leitores é a Colombia…

    Um pequeno apanhado de algumas coisas que já se disseram sobre o Minizine:

    Sem ser perfeito, este MiniZine é surpreendente e demonstra uma evolução progressiva em termos narrativos e gráficos. É de elogiar a qualidade e a iniciativa, permitindo partilhar com públicos um jovem fervilhar criativo que enriquece o espaço cultural.

    – Artur Coelho in Intergalatic Robot

    Este segundo Minizine, que dá um salto qualitativo em relacção ao primeiro.”

    – André Azevedo in BD no Sotão

    No geral o projecto tem pernas para andar e esperamos sinceramente que passem do mítico terceiro número pois é gente que tem ideias interessantes e estão acima de tudo a dar espaço ao que querem criar.

    in Sketchbook Portugal

    “As propostas de leitura são interessantes e merecem a nossa atenção.”

    Nuno Neves in Notas Bedéfilas

    E para terminar alguns dos comentários efectuados no Leituras de BD

    “Dei uma olhada, ótimo trabalho!”

    Guy Santos

    “Caramba, estou impressionado com a qualidade! Não sou elitista nem nada, mas apesar de muito bem conservado, sou do tempo de que “zines” era sinônimo de algo amador, definitivamente esse não é o caso aqui.”

    Venerável Victor

    É muito bom ver trabalhos digitais de altíssimo nível e, principalmente, merecendo a devida divulgação. Ao mesmo tempo que a web é o espaço livre para trabalhos digitais, a espessura desta nuvem muitas vezes atrapalha a visão do que realmente interessa.

    Alex D’Ates

    Trabalhos assim sempre merecem destaque, parabéns pela matéria meu amigo.

    João Roberto da Costa

    “É sempre bom as pessoas irem mexendo, fazendo e publicando! É a única maneira de evoluir!”

    Nuno Amado

    As críticas ao trabalho que se realiza são sempre bem vindas nesta casa, sejam as críticas positivas ou negativas desde que sejam construtivas.  Agora devo confessar que mais do que um crítica muito bem escrita por um crítico, aquilo que me dá mais gosto ler é um um simples comentário positivo de um leitor que gosta daquilo que faço.

  • Apesar de um pequeno atraso aqui está finalmente o segundo número do MiniZine, comentem e partilhem. A versão impressa ainda vai demorar umas semanitas, mas já o podem ler e fazer download.

  • Eu divirto-me a fazer uns flyers, mas desta vez não tive o tempo ou a paciência para os ir divulgando atempadamente, tenho de melhorar um bocadinho no departamento de markting e publicidade.

  • Após alguns pequenos imprevisto o MiniZine Nº02 está quase completo, falta só acertar alguns pormenores entre dia 19 e dia 20 vai estar finalmente online.

    As 5 Fases do Luto ilustradas por Armando Mártires

    Invasores do Espaço ilustrada por Peebo Mondia
    Revolução! ilustrada por Rafael Desquitado
    Capa por Quico Nogueira 
  • No primeiro número do MiniZine a história “As Grilhetas Invisíveis” é aquela que saí um pouco do registo auto-biográfico e de drama humano para entrar pelo caminho do fantástico, originalmente era para incluir também uma história de ficção científica ou acção, só que os artistas foram escolhendo as histórias mais pessoais pelo que essas histórias só irão surgir no segundo número do MiniZine.

    Apesar de ter um predileção pela Ficção Científica e pelo fantástico encontrar artistas que partilhem esse interesse por aqui tem sido complicado.

    A única história que publiquei na outra vida e que saía um pouco do registo de drama quotidiano foi o “Aconteceu” (ilustrado pelo Phermad), que era um policial. A única história de fantasia (More Than Dreams) foi ilustrada por um norte americano, para um projecto nos EUA que acabou por não acontecer tendo sido depois publicada na defunta Nextcomics. Nunca a cheguei a traduzir para publicar em português.

    Cheguei a ter outras histórias dentro das temáticas da ficção científica e do fantástico, mas se já é difícil encontrar um desenhistas que esteja disponível para ilustrar um álbum, encontrar um para realizar BD’s dentro daquelas duas temáticas é ainda mais complicado.

    Tenho um gosto bastante eclético, gosto de material mais pessoal e intimista, do mesmo modo que gosto de material mais “comercial”, simples entretenimento. Pretendia mostrar esses dois lados no primeiro MiniZine, mas acabou por não ser possível. Eu podia ter ilustrado as histórias elas mereciam uma arte melhor do que aquela que eu posso providenciar, o que me levou a traduzir os guiões para inglês para procurar um desenhista no exterior. Acabei por encontrar e se tudo correr bem o segundo será muito mais “comercial” e fantástico.

  • Gosto de um livro, revista ou fanzine enquanto objecto, contudo a internet possibilita alcançar um publico mais vasto que um edição de um fanzine com uma tiragem reduzida. Foi um um dos motivos que levou à existência do Bizarro como e-zine no inicio do século e porque o MiniZine fica agora disponível em formato digital.

    Quer este número que foi publicado agora quer os números seguintes são constituídos por histórias curtas pelo que não faria muito sentido, nem seria muito prático estar a publicar num formato webcomic, como o fanzine é num formato pequeno optei por uma edição gratuita em PDF que pode ser lida online, ou feito o download. Para além disso também podem partilhar o zine em redes sociais ou nos vossos blogues.

    A Edição digital é uma maneira de ultrapassar limitações que um fanzine de baixa tiragem, com distribuição limitada tem. É um método simples de chegar a um público mais vasto e dar a conhecer o trabalho realizado.

    Leiam, comentem, partilhem. A edição do número dois deverá acontecer quase em simultâneo com a edição de papel.